Arquivo do autor:escutovinilbebocachaca

A-Plus Hiero Chili Peppers

Pepper Spray  é o álbum solo de A-Plus (membro do Souls Of Mischief e do clássico Hieroglyphics).

Pepper Spray, capa em homenagem ao clássico quinto álbum dos RHCP, “Blood Sugar Sex Magik”, de 1991

Neste álbum tributo de 2011, Compound 7 (A-Plus+ Aagee) lançaram 7 sons inspirados nos Red Hot Chili Peppers, simplesmente deixando a cara deles! Fizeram um catado nas diferentes épocas da banda, mudando um pouquinho aqui e ali, deixando a voz de Anthony Kiedis em algumas partes, e tornando tudo bem interessante!

Tracklist:

01 – Intro
02 – Can’t Stop
03 – Road Trippin
04 – Californication
05 – Hey Oh
06 – By The Way
07 – My Friends
08 – Give It Away

Curte alguns sons aí!

Postado por Fábio (Grilo)

 

 

Anúncios

Cão Fila

Nos anos de 1970-1980 algumas pixações se tornaram bem conhecidas em São Paulo por serem pioneiras e vistas em várias partes da cidade, despertando a curiosidade das pessoas, CÃO FILA foi uma delas.

“O cão fila vai ficar conhecido como banana!”

Antenor de Lara Campos Filho, mais conhecido como Tozinho (1924 – 2012), foi filho de um grande exportador de café e viveu confortavelmente numa ilha que herdou da mãe na Represa Billings, na altura do quilômetro 26 (K26!) da Estrada dos Alvarenga no município de São Bernardo do Campo. Lá, criou seus cães da raça fila (chegando a possuir 200 cães), montou a Associação de Criadores de Fila Brasileiro (ACFB) e brincava que queria tornar a raça tão popular no Brasil quanto a banana.

Ecologista, nunca casado, sem filhos, foi também campeão de halterofilismo, motonáutica e esqui aquático, baterista, pistonista, mulherengo, usava dois palavrões para cada três palavras ditas, às vezes era até rude, mas muito leal aos amigos.

Fatores que o tornaram o excêntrico pioneiro da pixação no país? Para promover seu negócio saía numa caminhonete entupida de tinta, deixando sua enigmática e onipresente marca “CÃO FILA” ou “CÃO FILA K26“, em muros, pontes, viadutos, placas, postes, pedras e barrancos de todo o país (até em Manaus malandro!)

“Estudei táticas de guerra em livros e revistas”, explica ele. “É preciso atacar pelos flancos para fechar o cerco”.

Durante a Ditadura, chegaram a achar que a inscrição era uma mensagem política, sendo necessário Tozinho ir até uma rádio negar em entrevista, aproveitando para declarar seu apoio ao regime. Nunca foi preso e até ganhou um prêmio internacional de propaganda por ter desenvolvido uma nova mídia. Cão Fila não era um pixador, mas sim o dono de um canil onde eram vendidos cachorros da raça.

Cerca de 60% dos que lêem as inscrições, admite Tozinho, não as entendem. “Mas, de uma forma ou de outra, as pessoas acabam chegando aqui”. Isto é, na sua ilha, sede da ACFB fundada em 1972, chegando a receber até 600 visitantes por mês!

As escolhas dos locais requeriam fina sensibilidade mercadológica, um dos objetivos do comércio é convencer o público de que o fila é dócil, bonito e de “manutenção” barata. Quando morreu ao domingo do dia 29/04/12, aos 87 anos, de falência de órgãos, possuia 15 cães fila.

Esse cara que arregaçou São Paulo, e ainda na primeira metade da década de 80, oriundos do movimento punk, começam a aparecer os primeiros pixadores como conhecemos atualmente.

E foi à partir daí!

 

Postado por Fábio (Grilo)

 


Religiões excêntricas

Existem diversos tipos de religião no mundo, desde as mais eventualmente conhecidas até as mais excêntricas que você nunca imaginou na vida! Não estamos aqui para julgá-las, pois se cada uma delas, da forma que são, enchem o coração de seus fiéis de alegria, fé e esperança, cada um se torna completo do jeito que lhe convém, e isso é muito bom!

Como exemplo, das que achei mais exóticas:

1) A religião Jedi

O “Jedaísmo” é uma mistura do taoísmo e do budismo, e também incorpora elementos da cavalaria medieval. Não há nenhuma doutrina formal central, por isso é vagamente conhecido como o Código Jedi.

May the Force be with you, irmão!

Embora isso não seja confirmado, existe um boato de que os Jedi mais velhos obrigam membros que queiram aderir à religião a assistir a trilogia original de Star Wars 16 vezes seguidas (somente a primeira trilogia, pois os filmes mais recentes são considerados uma abominação). Isso pra aderir, imagina pro batismo hahaha, ainda não assisti as 16 vezes, mas estou na 4ª ou 5ª vez, sou um padawan!

2) Movimento do Príncipe Phillip

O príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth, é um deus no sul do Pacífico. A tribo Yaohnanen de Vanuatu acredita que o príncipe Philip é um ser divino, filho de um espírito da montanha que viajou pelos mares para um lugar distante, se casou com uma mulher poderosa, e retornará à sua terra um dia.

O movimento é um tipo de “culto a produtos”, onde as tribos se focam na obtenção de bens materiais trazidos das nações industrializadas, que vieram em grande quantidade na época da 2º Guerra, quando Vanuatu era uma espécie de aeroporto.

Na peita e no coração!

Quando a guerra terminou e as bases se fecharam, as entregas também terminaram. Então, o que os nativos fizeram? Criaram falsos aeroportos e equipamentos de rádio com cocos, na esperança de atrair mais entregas imitando o que tinham visto. Assim, quando o casal real fez uma visita oficial a Vanuatu em 1974 (levando presentes), a lenda do príncipe Philip cresceu ainda mais.

Caso você esteja se perguntando, sim, ele soube do gracejo, e decidiu mantê-lo! Eu faria o mesmo hahaha, fácil, tipo “mim fome, tragam-me comida!”

3) Igreja Maradoniana

Fundada em Rosário, na Argentina, em 1998, a Igreja Maradoniana já conta com em torno de cem mil seguidores. Tudo começou na madrugada de 30 de outubro daquele ano, quando dois amigos se encontraram: o jornalista Hernan Amez e seu amigo Hector Campomar. Um olhou para o outro e disse: “Feliz Natal!”, numa alusão ao aniversário de Maradona, o maior jogador de futebol argentino e para muitos, o melhor do mundo.

A religião tem o tetragrama sagrado, D10S, que mistura a palavra em espanhol para Deus (Dios) com o D de Diego e o 10 da sua camisa.

Essa brincadeira escarnecedora evoluiu para uma ideia que a dupla chamou de mágica. Convidaram outro amigo e fanático por Maradona, Alejandro Verón, e juntos resolveram fundar a Igreja Maradoniana. Desde então, para esses zombeteiros, o calendário passou a ser dividido em AM e DM, isto é, antes e depois de Maradona. Nesse caso, estamos hoje no ano 52 DM.

Todos os anos, desde 1998, os seguidores de Maradona festejam o seu Natal, a 30 de outubro, e o que chamam de Páscoa, a 22 de junho, numa referência ao gol que consideram milagroso contra a Inglaterra na Copa de 1986, quando o jogador driblou vários adversários. No mesmo jogo, o craque argentino fez um gol com a mão e respondeu aos jornalistas após a partida, cinicamente: “Gol com a mão? Foi a mão de Deus”.

No lugar onde os maradonianos se reúnem há um altar ao seu ídolo, onde os sacerdotes, com trajes similares aos dos padres católicos, acendem velas. Além disso, há uma bola “ensanguentada”, com uma coroa de espinhos. Numa entrevista ao jornal Lance!, o fundador do movimento afirmou que é possível ser católico e maradoniano, pois um é o deus do coração, e o outro da razão, numa demonstração de que não está brincando quando endeusa o ex-jogador. E concluiu: “Não queremos mudá-lo, o adoramos como ele é”.

Zombando do cristianismo e idolatrando Maradona, o maradonianismo conta com mais de 15% de brasileiros (?), entre eles alguns famosos como: Ronaldinho Gaúcho, Deco e o ex-jogador Careca (grande amigo de Maradona).

.

.

É… AMÉM!

Postado por Fábio (Grilo)

 

 


Here comes the story of the Hurricane!

Rubin “Hurricane” Carter foi um ex-boxeador peso médio no período entre 1961 e 1966, conhecido por travar uma longa disputa judicial ao ser preso injustamente por assassinato, faleceu no dia de hoje (20/04) aos 76 anos em sua casa, após uma luta contra o câncer de próstata.

“Quando eu entrei na prisão, recusei vestir aquelas roupas. Recusei comer aquela comida. Recusei o trabalho deles. e eu teria recusado respirar o ar da prisão se pudesse”.

Em 40 lutas como peso médio e favorito ao cinturão em 1966, ele conquistou 27 vitórias em uma promissora carreira que foi interrompida abruptamente aos 29 anos, quando foi preso injustamente. Hurricane e um amigo, John Artis, foram surpreendidos pela polícia quando andavam de carro, acusados por um assassinato de três pessoas em New Jersey. Duas testemunhas do homicídio no bar Lafayette Bar and Grill localizado na cidade de Paterson, confirmaram Hurricane e Artis como os autores do crime. Artis passou 15 anos na cadeia antes de obter sua liberdade, e Hurricane 19 anos até anulação da pena, ambos acusados pelo crime motivado por racismo.

“Eu nunca desisti. Não importa que eles me condenaram a três vidas na prisão. Eu não iria desistir. Só porque um júri de 12 pessoas desinformadas me consideraram culpado, eu não era culpado. E por isso eu me recusei a agir como uma pessoa culpada”, disse Carter, em uma entrevista em 2011.

Highlights Rubin “Hurricane” Carter

O episódio foi eternizado na música Hurricane, de Bob Dylan que inspirou-se a compor a canção em 1975,  depois de ler a autobiografia de Carter, The Sixteenth Round: From Number 1 Contender To  Number 45472.

Bob Dylan – Hurricane (1975)

Hurricane e Bob Dylan

Após uma campanha que contou com o apoio de estrelas como Bob DylanMuhammad Ali, Carter ganhou a liberdade em 1985 com a retirada do processo e a anulação da pena. Nos anos do julgamento, foram verificados diversas inconsistências nas acusações e controvérsias por parte da acusação, o juiz que cuidou do caso na época afirmou que conclusões sobre a prisão foram “com base no racismo e não na razão, assim como na ocultação da verdade”.

Quase trinta anos depois, em 1993, recebeu o Cinturão de Campeão de Peso Médio do Boxe, algo nunca concedido a um ex-lutador.

Em 1999, sua história ganhou as telas do cinema com um filme biográfico, “The Hurricane”, estrelado por Denzel Washington, retratando sua vida na prisão e como ele foi libertado pelo amor e compaixão de um fã adolescente do Brooklyn chamado Lesra Martin e sua família adotiva canadense.

The Hurricane – Trailer

Além do som do Dylan, e da trilha sonora a seguir, conta também com The Roots feat. Black Thought, Common, Mos Def, Dice Raw, Flo Brown e Jazzyfatnastees (isso tudo!) e Gil-Scott Heron!

Black Star – Little Brother

Ray Charles – Hard Times (No One Knows Better Than I)

Etta James & Sugar Pie DeSanto – In The Basement ( Part 1)

Após ser livre, Carter passou a lutar para ajudar pessoas que, assim como ele, foram condenados injustamente.

“Here comes the story of the Hurricane

The man the authorities came to blame

For somethin’ that he never done

Put in a prison cell, but one time he could-a been

The champion of the world”.

RIP Rubin “Hurricane” Carter 

.

Postado por Fábio (Grilo)

 

 


Greyboy | The Greyboy Allstars

Greyboy foi um cara “descoberto” por um dos integrantes aqui do blog, em uma conversa e outra trocando sons do mesmo naipe! Instantaneamente virou um vício, e assim mesmo, de um jeito rápido!

Tem gente que não gosta (assim como pra qualquer outra coisa na vida), mas ultimamente estamos ouvindo tanto esse tipo de música, descobrindo a linguagem do som mesmo, do detalhe e da batida, pra ouvir na hora certa (que dependendo de cada um pode ser pra tomar uma breja, dirigindo de madrugada, pra relaxar, pra deixar rolando em uma festa com o pessoal conversando e fumando um cigarro ou outro, enfim…)

Greyboy

Greyboy é um DJ da Califa e seu estilo é acid jazz, hip hop, soul, funk, experimental e grooves daqueles que você nem imagina que existiam, tudo traduzido da melhor maneira possível! Pode ouvir porque é só pedrada!

Ruffneck Jazz

Who’s Gonna Be The Junkie?

Singles Party

Daí como se não bastasse, ele é co-fundador e homônimo do The Greyboy Allstars, formada quando cada um dos membros foram convidados por Greyboy para tocar em uma festa em um clube famoso por mandar só funk, daí como gostavam de tocar juntos e principalmente se divertiam com isso, decidiram continuar como uma banda. Trabalham mais o acid e soul jazz, hoje cada integrante tem seu projeto solo ou trabalha com outros artistas, e Greyboy não faz mais parte da banda mas ela mantêm firme seu nome e sabe como é… de vez em quando ele dá uma beliscada e mandam um som juntos.

The Greyboy Allstars

Se liga! Destaque pro clipe da música Still Waiting!

Still Waiting

Soul Dream

Tenor Man

CHILL OUT!

Postado por Fábio (Grilo)

 

 

 


Jazz Versions

Jazz é uma coisa que ou você gosta, ou você não gosta!

Não existe meio termo, eu aprendi (e ainda aprendo) por amigos, através de uma cerveja ou outra, talvez um cigarro, sem me preocupar com quem tá ali, ou o nome da música ou em qual ano foi gravado… é uma parada que você escuta despreocupadamente, sem aquele compromisso de decorar nomes, você só relaxa e não tá preocupado em falar disso pros outros! Daí eu acredito que entra alguma mania, do tipo dirigir de madrugada ouvindo, ou antes de dormir relaxando depois daquele dia de cão.. eu mesmo faço isso, tem a hora certa pra você ouvir! E uma coisa é verdade… você relaxa!

Alguns nomes você até sabe ou já ouviu falar, do tipo Miles Davis, John Coltrane, Thelonious Monk, Art Blakey, Charles Mingus, Chet Baker, Herbie Hancock, Jaco Pastorius, The Dave Brubeck Quartet, Dizzy Gillespie, Marcus Miller, entre vários outros!

Daí tem uma parada que funciona pra você ouvir jazz, existia um programa maravilhoso na Rádio Eldorado FM (107.3) chamado SALA DOS PROFESSORES, apresentado por Daniel Daiben (manja nada!), onde ele te ensina a ouvir jazz, do ritmo, da interpretação jazzística do trompete, da bateria mandando no ritmo, do baixo conversando com a guitarra simultaneamente, do piano fazendo carinho sobre o som do saxofone, daquela olhada de um pro outro tipo falando: “Mano, espera aí que tô mandando meu som e logo é a sua vez”, do controverso, do improviso, da origem, da versão, da habilidade… e você presta atenção, e acha isso mó barato!

Ficou curioso pelo programa? Rádio Eldorado FM (107.3) – Sala dos Professores (Arquivo)

Mas então, uma maneira que você também pode tentar ouvir jazz é escutar algumas versões de músicas que talvez você já conheça! Eu particularmente prefiro as versões até do que as originais, elas se transformam num primeiro momento e ficam irreconhecíveis! Separei algumas músicas em versão jazz que eu achei mais legais, no YouTube você encontra muito mais!

The Stepkids – Get Lucky (Daft Punk ft. Pharrell Williams – Cover)

Presta atenção como eles se divertem!

The Doors – Riders on the Storm

The Doors – People Are Strange

Achei pesado!

Jazz Against The Machine – Bombtrack

É sim o que você tá pensando, cover de Rage Against The Machine!

The Andy Lim Trio feat. Rage Against the Machine – Killing in the Name

Essa é versão, mas não ficou legal pra caralho?

MENÇÃO HONROSA: Paul Anka

Presta atenção no que esse cara faz! É dele as letras de “She’s a Lady” de Tom Jones e “My Way” cantado por Elvis Presley, Frank Sinatra, entre outros.

Paul Anka – Wonderwall (Oasis – Cover)

Paul Anka – Black Hole Sun (Soundgarden – Cover)

Paul Anka – Eye of the Tiger (Survivor – Cover)

Paul Anka – Smells like teen Spirit (Nirvana – Cover)

Paul Anka – Jump (Van Halen – Cover)

Se gostou, experimenta depois começar ouvir Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Nina Simone, Sharon Jones, Nat King Cole, Norah Jones, Diana Krall, Esperanza Spalding… que aos poucos você vai gostando!

Postado por Fábio (Grilo)


Você conhece o St. Pauli?

O St. Pauli é um time de futebol da cidade de Hamburgo. que disputa a segunda divisão alemã.Mas o que o torna um time especial?

vinyl-decal-sticker-13632

escudo oficial

É um clube ativista, com uma torcida que hoje se identifica como antirracista, antifascista, antissexista e anti-homofóbica.E é o único clube de futebol no mundo que tem em seu estatuto, ser antinazista.

Sem títulos, dinheiro e craques, o St Pauli é um time alemão conhecido pelo comportamento apaixonado dos seus torcedores. Na Europa, é considerado um clube diferente, libertário e revolucionário.Além de ser um dos preferidos da cena alternativa, ele já conta com mais de 500 fãs clubes espalhados pelo mundo e mais de 11 milhões de torcedores só no país de origem.

É um clube efetivamente dos torcedores, e não de alguém com dinheiro. O St Pauli é um time dos 15 mil torcedores que são sócios do clube.

O escudo oficial do clube é a igreja de São Paulo, mas os torcedores quiseram criar uma marca de rebeldia. Para isso, nada melhor do que a caveira, que não demorou muito para tomar conta do país. A rebeldia pirata começou  nos anos 80, depois que o clube passou por uma grave crise financeira e foi ameaçado de fechar. Operários, artistas e a população do bairro – vizinho de uma área boêmia, repleta de roqueiros e pessoas com estilo de vida alternativo – se uniram para salvar a equipe e começaram a  participar de campanhas para arrecadar fundos. Até um amistoso contra o Bayern de Munique serviu para juntar dinheiro. O empenho funcionou e a partir dali, as pessoas do bairro também passaram a ser donas do clube.

Símbolo adotado pela torcida

Símbolo adotado pela torcida

Uma das curiosidades do clube é a entrada em campo, ao som de “Hells Bells” do AC/DC!

sente só o clima da torcida!

Outra curiosidade é que a cada gol do time, é tocado o som “Song 2” do Blur!

Deve dar até a impressão de ser um show de rock n’ roll do que um jogo de futebol.

apresentação do uniforme para a temporada 2011-2012

Fora que a torcida é única, várias tribos torcendo por um mesmo time!
St.-Pauli

E não para por ai, o St. Pauli tem um fornecedor de material esportivo bem diferente de Nike, Adidas, Puma….. A DO YOU FOOTBALL é uma marca alemã que produz os uniformes do clube de acordo com o gosto da torcida, por exemplo na temporada de 2012 o clube fez um concurso entre os seus torcedores, que tiveram a oportunidade de criar a camisa que a equipe usaria na partida contra o Herta Berlin, pela 2.Bundesliga, em abril desse ano, em seu estádio, na cidade de Hamburgo. Entre os 500 desenhos de uniformes recebidos pelo clube, o vencedor foi o estudante de 17 anos Tobias Bragelmann, ao ganhar ele revelou que não torcia pelo St. Pauli, e sim pelo Schalke 04, mas a excentricidade dos “Piratas da Liga”, como é conhecido o St. Pauli, sempre foi uma atração do garoto. Mas o principal objetivo do concurso chamado “Camisa dos Sonhos – Seu projeto por uma boa causa”, era de que o valor da renda seria revertida às famílias mais pobres da Alemanha.

Por isso não julgue pelas aparências, os torcedores podem carregar caveiras nas camisas, mas tem bom coração.

Freedom-St-Pauli-6

O St. Pauli e sua torcida deveriam servir de exemplo para muitos clubes brasileiros, esperamos o dia em que surgirá um “ST. PAULI brasileiro”!

StPauli100Trooper

Publicado por Vinicius Costa


A cria e o criador? (Charles Bradley e James Brown)

Seguinte, aqui falaremos desse cara que é um monstro, sendo comparado com outro monstro! Cada um tem sua personalidade e sua importância, não que um seja mais importante que o outro… mas é que tipo, se um não existisse, provavelmente o outro também não! Tá confuso? Espera que vamos te explicar!

Charles Bradley (64 anos), tem em suas performances e estilo de gravação consistindo com os padrões revival da gravadora com a qual trabalha (Daptone Records), celebrando o sentimento da música funk e soul das décadas de 60 e 70. Demonstrando claramente as influências de James Brown, Sam Cooke e Otis Redding (tendo inclusive sido dito que ele ecoa a rendição evocativa de Otis Redding, FÓDA não é?)

Dá a impressão que o som desse cara foi gravado nessa década, e que foi completamente abandonado e esquecido no tempo até ser descoberto hoje! Uma parada oldschool!

Se liga no FEELING

Bradley foi criado por sua avó na Flórida até os 8 anos, viveu boa parte da sua infância nas ruas, quando conheceu sua mãe que o convidou para morar com ela no Brooklyn (Nova York). Em 1962, sua irmã o levou ao Apollo Theater para assistir um show de James Brown. Bradley ficou alucinado, aquilo mudou sua vida, sem piscar um minuto vendo o Rei do Soul arregaçando tudo e sendo ovacionado, e de tão inspirado pela apresentação começou a imitar em casa o estilo de James Brown cantar e dançar, e disse: “Eu também quero fazer isso aí e quero ser fóda! (e ter uma capa, talvez!)”

Na adolescência, Bradley fugiu de casa e foi morar nas ruas e em metrôs durante 2 anos. Trabalhou em bares, aprendeu a cozinhar e um tempo depois se alistou em um programa gratuito de educação e estímulo vocacional do governo, assim levando-o para trabalhar em um restaurante como cozinheiro-chefe. Certa vez enquanto estava trabalhando algum mano lhe disse que ele parecia com James Brown, ainda assim quando questionado se sabia cantar teve medo de admitir (aquele cagaço né?). Finalmente superou esse medo e fez cinco ou seis shows com uma banda, que acabou se separando quando os colegas de Bradley foram convocados para a Guerra do Vietnã.

“Venho me apresentando como James Brown, Otis Redding e Sam Cooke desde 1968”, conta. “Agora estou aprendendo a ser eu mesmo. É mais difícil, porque muitos momentos nas minhas letras me deixam sentimental, me fazem pensar nas coisas que estou falando. Estou cantando verdades da minha vida.”

Bradley continuou no seu trabalho de cozinheiro em um hospital para doentes mentais por 10 longos anos, até decidir se mudar atravessando o pais como caroneiro. Percorreu por Nova York, Seattle, Canadá e Alasca antes de finalmente estabelecer residência na Califórnia, onde trabalhou em empregos temporários e se apresentou em pequenos shows durante 20 anos (porra, faz as contas do quanto ele foi paciente, até aqui mais ou menos 30 anos!!!)

Quando em 1996, perdeu o emprego e decidiu retornar ao Brooklyn para ficar perto da sua família. Com o dinheiro que economizou, Bradley encheu um caminhão com seus equipamentos musicais, comprados ao longo dos anos, para novamente tentar a sorte como músico. Fez várias apresentações em clubes locais como sósia de James Brown usando o apelido Black Velvet. Durante esse período, passou por maus bocados, inclusive quase morreu em um hospital depois de ter recebido uma injeção de penicilina (da qual é alérgico) e acordado com a chegada da polícia na cena do assassinato de seu irmão na rua da casa de sua mãe!

Black Velvet

Durante suas apresentações como Black Velvet foi descoberto pelo co-fundador da Daptone Records, consequentemente sendo apresentado à Tom Brennek, que o convidou para os ensaios de sua banda. Bradley disse pra banda ir tocando seus instrumentos enquanto simplesmente ia improvisando letras durante as músicas (manja quase nada!). Depois de Bradley escrever algumas músicas, a Daptone lançou algumas delas em vinil começando em 2002, dez foram escolhidas para o seu disco de estréia: No Time For Dreaming (2011). Foram por volta de 45 anos imitando James Brown, deixa ele mostrar o som DELE agora!

(Observação: Ah, a banda? The Menahan Street Band, grupo de funk/soul experimental do Brooklyn, com músicos de outras bandas como Antibalas, El Michels Affair, Sharon Jones & The Dap-Kings e da Budos Band, só nome pesado!)

“Todos nós viemos da vida dura das ruas. Então, vendo-os (se referindo a seus ídolos), aprendi a não perder a esperança, que um dia aquilo poderia acontecer comigo, que eu encontraria meu caminho. Demorou, mas finalmente aconteceu.”

Na primavera de 2012 foi lançado Soul of America, um documentário dirigido por Poull Brien, que conheceu Bradley quando dirigiu o videoclipe para a música “The World (Is Going Up In Flames)”. O filme conta a história de Bradley desde sua infância na Flórida, passando por seus dias de mendigo e seus shows como Black Velvet, o filme termina com sua primeira turnê e gravação do disco pela Daptone Records. O segundo disco de Bradley, Victim of Love, foi lançado em 2 de abril de 2013 ainda pela Daptone Records.

Trailer: Soul of America (2012)

The World (Is Going Up In Flames)

E ele fez show por aqui na Virada Cultural de 2012!

Depois de saberem da história desse cara, escutem um pouco para terem noção realmente do que estamos falando, ele se entrega, ele é apaixonado pra caralho, ele destrói, ele chora, ele dança:

Charles Bradley and The Menahan Street Band (Full Performance – Live on KEXP)

Charles Bradley and The Menahan Street Band – This Love Ain’t Big Enough (Live in Paris 07.2011)

Love Bug Blues

Obrigado Charles Bradley, pela persistência!

Postado por Fábio (Grilo)


Swing of Change

Swing of Change é um curta metragem francês (trabalho de conclusão de curso!) muito bem feito, com criatividade a mil e trilha sonora impecável!

Conta a história do barbeiro Harry, em uma Nova York dos anos 30, nacionalista e racista, que não permitia e entrada de negros em seu estabelecimento. E através de um trompete mágico que toca sozinho, enxerga o mundo de outra maneira e muda completamente de opinião!

Você tem 6 minutos disponível agora? Vale a pena!

Gostou? Assim como nós do ESCUTO VINIL E BEBO CACHAÇA? Então assiste também o making of!

Postado por Fábio (Grilo)

 

 

 


Zé do Caixão (Coffin’ Joe) + Heavy Trash

Zé do Caixão (ou Coffin’ Joe como é conhecido lá fora) não teve tanto reconhecimento aqui no Brasil (a não ser em quadros de humor e/ou sátiras). José Mojica Marins, criador deste célebre personagem, desenvolveu um estilo próprio de filmar, que inicialmente desprezado pela crítica nacional, passou a ser reverenciado após seus filmes começarem a ser considerados cult no circuito internacional. Mojica é considerado como um dos inspiradores do Movimento Marginal no Brasil.

Zé do Caixão, personagem criado por Mojica em 1963, foi baseado numa figura de um pesadelo do cineasta. É um personagem amoral e niilista que se considera superior aos outros e os explora para atender a seus objetivos, é um descrente obsessivo, um personagem humano, que não crê em Deus ou no Diabo. O cruel e sádico agente funerário Zé do Caixão é temido e odiado pelos habitantes da cidade onde mora. O tema principal da saga do personagem é sua obsessão pela continuidade do sangue: Ele quer ser o pai da criança superior a partir da “mulher perfeita”. Sua ideia de uma mulher “perfeita” não é exatamente física, mas a de alguém que ele considera intelectualmente superior à média. Na busca por esta mulher ele está sempre disposto a matar quem cruza o seu caminho (tem gente que faz isso até pras que não são tão intelectuais assim…)

Em 2011 apareceu dentro de um caixão suspenso na Praça Júlio Prestes, abrindo o show do MISFITS na Virada Cultural (que foi FÓDA!), só que a galera começou a atirar latas de cerveja e garrafas de água… daí não deu muito certo e ele jogou uma praga na galera, claro!

 “Estão atirando coisa, me machucáro, quase que me cegaram os olhos, segura as pessoa, seus vândalo, malvados, bandido, (?), merece realmente para as profundezas do infeeeerrrrno” 

Enfim, já o Heavy Trash é uma banda de rock ‘n’ roll, rockabilly, blues, country e garage punk liderada pelos fodíferos Jon Spencer (frontman do incrível The Jon Spencer Blues Explosion) e Matt Verta-Ray (guitarrista do Speedball Baby). Com toda essa temática, os dois se juntaram em 2009 num show intimista da MTV, onde Jon Spencer contou de sua vontade em conhecer Zé do Caixão, e como isso foi realizado!

Música: You Can’t Win

Confira o show completo também, porque vale a pena!

Músicas: Justine Alright, (Matt Verta-Ray contando como criou a banda com Jon Spencer) Dark Hair’d Reider, Bumblee Bee

Músicas: Papo sobre influências, e a história da música a seguir – She Baby, (Jon Spencer conta a origem do nome Heavy Trash), Way Out

Postado por Fábio (Grilo)