Lupicínio Rodrigues, criador da dor de cotovelo!

Você já sofreu na vida? Teve alguma desilusão seja qual for? Mesmo? Ahhhhh não igual a esse cara… seria comédia se não fosse trágico, vai na minha!

Esse cara aí é Lupicínio Rodrigues, 4º filho de 20 irmãos(ãs), compositor brasileiro famoso pelas músicas que expressam muito sentimento, principalmente a melancolia de um amor perdido (bad!). Criador do termo DOR DE COTOVELO, do ato de debruçar em um balcão de bar, chapar o globo, chorar com aquela dor na peita, e tudo mais. Lupicínio buscou em sua própria vida a inspiração para suas composições, onde a traição e o amor andavam sempre juntos!

Ouvindo um som pensando nela!

Nunca foi um bom aluno, o negócio dele era a boemia, tomar aquela gelada, cantar, batucar e paquerar! Foi emancipado para servir ao exército como voluntário, foi promovido a cabo e conheceu Inah, iniciando aí sua peregrinação amorosa, perdidamente apaixonado pela nobre senhorita esta tornou-se uma grande musa inspiradora de sua obra. Noivou durante 5 anos mas tudo acabou porque… uhmmm… ah, ele explica nesse vídeo:

E ainda compôs uma música pra mina! Depois de pisotear seu coração, ele é um cara apaixonado! Ele tá machucado nesse vídeo, ele não sorri, ele lembra dos momentos bons apesar de tudo, pqp!

Depois de Inah, Lupi (como era chamado desde pequeno) ficou envolvido por mais 5 anos com Mercedes, para quem também dedicou algumas músicas, com destaque pra essa:

Aqui ele já tá mais puto, romântico… mas puto!

Enfim, esse cara deve ter passado por tantas histórias que a gente nem sabe, mas o barato é imaginar isso nas suas letras, como por exemplo essas daqui:

“Ela disse-me assim, tenha pena de mim, vá embora! Vais me prejudicar, ele pode chegar, está na hora…”

“… fazer do meu peito uma caixa de ódio, como um coração que não quer perdoar…”

Boêmio profissional, teve várias casas noturnas e restaurantes. Na década de 70, graças à iniciativa da Abril Cultural que lançou um disco contendo músicas de Lupi com intérpretes da nova geração, como Paulinho da Viola, Gal Costa, Gilberto Gil, Elis Regina e Caetano Veloso, Lupicínio foi redescoberto. Em sua última entrevista, quando perguntado sobre o que estava achando do panorama musical brasileiro, se não se sentia meio deslocado, respondeu com uma ponta de amargura (ainda não havia sido redescoberto) e outra de orgulho: ‘Eu não tenho nada com o ambiente musical brasileiro. Eu não sou músico, não sou compositor, não sou cantor. Não sou nada. Eu sou um boêmio”.

Aquele tipo de cara que só queria reunir os amigos, compartilhar experiências e desabafar tomando uma breja!

Compôs também o hino do Grêmio (“até a pé nós iremos, para o que der e vier, mas o certo é que nós estaremos, com o Grêmio onde o Grêmio estiver…”), e seus biógrafos acreditam que ele foi um dos precursores da bossa nova.

É, enche seu copo de pinga aí e chama a gente!

Postado por Fábio (Grilo)

 

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