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A-Plus Hiero Chili Peppers

Pepper Spray  é o álbum solo de A-Plus (membro do Souls Of Mischief e do clássico Hieroglyphics).

Pepper Spray, capa em homenagem ao clássico quinto álbum dos RHCP, “Blood Sugar Sex Magik”, de 1991

Neste álbum tributo de 2011, Compound 7 (A-Plus+ Aagee) lançaram 7 sons inspirados nos Red Hot Chili Peppers, simplesmente deixando a cara deles! Fizeram um catado nas diferentes épocas da banda, mudando um pouquinho aqui e ali, deixando a voz de Anthony Kiedis em algumas partes, e tornando tudo bem interessante!

Tracklist:

01 – Intro
02 – Can’t Stop
03 – Road Trippin
04 – Californication
05 – Hey Oh
06 – By The Way
07 – My Friends
08 – Give It Away

Curte alguns sons aí!

Postado por Fábio (Grilo)

 

 

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Greyboy | The Greyboy Allstars

Greyboy foi um cara “descoberto” por um dos integrantes aqui do blog, em uma conversa e outra trocando sons do mesmo naipe! Instantaneamente virou um vício, e assim mesmo, de um jeito rápido!

Tem gente que não gosta (assim como pra qualquer outra coisa na vida), mas ultimamente estamos ouvindo tanto esse tipo de música, descobrindo a linguagem do som mesmo, do detalhe e da batida, pra ouvir na hora certa (que dependendo de cada um pode ser pra tomar uma breja, dirigindo de madrugada, pra relaxar, pra deixar rolando em uma festa com o pessoal conversando e fumando um cigarro ou outro, enfim…)

Greyboy

Greyboy é um DJ da Califa e seu estilo é acid jazz, hip hop, soul, funk, experimental e grooves daqueles que você nem imagina que existiam, tudo traduzido da melhor maneira possível! Pode ouvir porque é só pedrada!

Ruffneck Jazz

Who’s Gonna Be The Junkie?

Singles Party

Daí como se não bastasse, ele é co-fundador e homônimo do The Greyboy Allstars, formada quando cada um dos membros foram convidados por Greyboy para tocar em uma festa em um clube famoso por mandar só funk, daí como gostavam de tocar juntos e principalmente se divertiam com isso, decidiram continuar como uma banda. Trabalham mais o acid e soul jazz, hoje cada integrante tem seu projeto solo ou trabalha com outros artistas, e Greyboy não faz mais parte da banda mas ela mantêm firme seu nome e sabe como é… de vez em quando ele dá uma beliscada e mandam um som juntos.

The Greyboy Allstars

Se liga! Destaque pro clipe da música Still Waiting!

Still Waiting

Soul Dream

Tenor Man

CHILL OUT!

Postado por Fábio (Grilo)

 

 

 


Jazz Versions

Jazz é uma coisa que ou você gosta, ou você não gosta!

Não existe meio termo, eu aprendi (e ainda aprendo) por amigos, através de uma cerveja ou outra, talvez um cigarro, sem me preocupar com quem tá ali, ou o nome da música ou em qual ano foi gravado… é uma parada que você escuta despreocupadamente, sem aquele compromisso de decorar nomes, você só relaxa e não tá preocupado em falar disso pros outros! Daí eu acredito que entra alguma mania, do tipo dirigir de madrugada ouvindo, ou antes de dormir relaxando depois daquele dia de cão.. eu mesmo faço isso, tem a hora certa pra você ouvir! E uma coisa é verdade… você relaxa!

Alguns nomes você até sabe ou já ouviu falar, do tipo Miles Davis, John Coltrane, Thelonious Monk, Art Blakey, Charles Mingus, Chet Baker, Herbie Hancock, Jaco Pastorius, The Dave Brubeck Quartet, Dizzy Gillespie, Marcus Miller, entre vários outros!

Daí tem uma parada que funciona pra você ouvir jazz, existia um programa maravilhoso na Rádio Eldorado FM (107.3) chamado SALA DOS PROFESSORES, apresentado por Daniel Daiben (manja nada!), onde ele te ensina a ouvir jazz, do ritmo, da interpretação jazzística do trompete, da bateria mandando no ritmo, do baixo conversando com a guitarra simultaneamente, do piano fazendo carinho sobre o som do saxofone, daquela olhada de um pro outro tipo falando: “Mano, espera aí que tô mandando meu som e logo é a sua vez”, do controverso, do improviso, da origem, da versão, da habilidade… e você presta atenção, e acha isso mó barato!

Ficou curioso pelo programa? Rádio Eldorado FM (107.3) – Sala dos Professores (Arquivo)

Mas então, uma maneira que você também pode tentar ouvir jazz é escutar algumas versões de músicas que talvez você já conheça! Eu particularmente prefiro as versões até do que as originais, elas se transformam num primeiro momento e ficam irreconhecíveis! Separei algumas músicas em versão jazz que eu achei mais legais, no YouTube você encontra muito mais!

The Stepkids – Get Lucky (Daft Punk ft. Pharrell Williams – Cover)

Presta atenção como eles se divertem!

The Doors – Riders on the Storm

The Doors – People Are Strange

Achei pesado!

Jazz Against The Machine – Bombtrack

É sim o que você tá pensando, cover de Rage Against The Machine!

The Andy Lim Trio feat. Rage Against the Machine – Killing in the Name

Essa é versão, mas não ficou legal pra caralho?

MENÇÃO HONROSA: Paul Anka

Presta atenção no que esse cara faz! É dele as letras de “She’s a Lady” de Tom Jones e “My Way” cantado por Elvis Presley, Frank Sinatra, entre outros.

Paul Anka – Wonderwall (Oasis – Cover)

Paul Anka – Black Hole Sun (Soundgarden – Cover)

Paul Anka – Eye of the Tiger (Survivor – Cover)

Paul Anka – Smells like teen Spirit (Nirvana – Cover)

Paul Anka – Jump (Van Halen – Cover)

Se gostou, experimenta depois começar ouvir Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Nina Simone, Sharon Jones, Nat King Cole, Norah Jones, Diana Krall, Esperanza Spalding… que aos poucos você vai gostando!

Postado por Fábio (Grilo)


A cria e o criador? (Charles Bradley e James Brown)

Seguinte, aqui falaremos desse cara que é um monstro, sendo comparado com outro monstro! Cada um tem sua personalidade e sua importância, não que um seja mais importante que o outro… mas é que tipo, se um não existisse, provavelmente o outro também não! Tá confuso? Espera que vamos te explicar!

Charles Bradley (64 anos), tem em suas performances e estilo de gravação consistindo com os padrões revival da gravadora com a qual trabalha (Daptone Records), celebrando o sentimento da música funk e soul das décadas de 60 e 70. Demonstrando claramente as influências de James Brown, Sam Cooke e Otis Redding (tendo inclusive sido dito que ele ecoa a rendição evocativa de Otis Redding, FÓDA não é?)

Dá a impressão que o som desse cara foi gravado nessa década, e que foi completamente abandonado e esquecido no tempo até ser descoberto hoje! Uma parada oldschool!

Se liga no FEELING

Bradley foi criado por sua avó na Flórida até os 8 anos, viveu boa parte da sua infância nas ruas, quando conheceu sua mãe que o convidou para morar com ela no Brooklyn (Nova York). Em 1962, sua irmã o levou ao Apollo Theater para assistir um show de James Brown. Bradley ficou alucinado, aquilo mudou sua vida, sem piscar um minuto vendo o Rei do Soul arregaçando tudo e sendo ovacionado, e de tão inspirado pela apresentação começou a imitar em casa o estilo de James Brown cantar e dançar, e disse: “Eu também quero fazer isso aí e quero ser fóda! (e ter uma capa, talvez!)”

Na adolescência, Bradley fugiu de casa e foi morar nas ruas e em metrôs durante 2 anos. Trabalhou em bares, aprendeu a cozinhar e um tempo depois se alistou em um programa gratuito de educação e estímulo vocacional do governo, assim levando-o para trabalhar em um restaurante como cozinheiro-chefe. Certa vez enquanto estava trabalhando algum mano lhe disse que ele parecia com James Brown, ainda assim quando questionado se sabia cantar teve medo de admitir (aquele cagaço né?). Finalmente superou esse medo e fez cinco ou seis shows com uma banda, que acabou se separando quando os colegas de Bradley foram convocados para a Guerra do Vietnã.

“Venho me apresentando como James Brown, Otis Redding e Sam Cooke desde 1968”, conta. “Agora estou aprendendo a ser eu mesmo. É mais difícil, porque muitos momentos nas minhas letras me deixam sentimental, me fazem pensar nas coisas que estou falando. Estou cantando verdades da minha vida.”

Bradley continuou no seu trabalho de cozinheiro em um hospital para doentes mentais por 10 longos anos, até decidir se mudar atravessando o pais como caroneiro. Percorreu por Nova York, Seattle, Canadá e Alasca antes de finalmente estabelecer residência na Califórnia, onde trabalhou em empregos temporários e se apresentou em pequenos shows durante 20 anos (porra, faz as contas do quanto ele foi paciente, até aqui mais ou menos 30 anos!!!)

Quando em 1996, perdeu o emprego e decidiu retornar ao Brooklyn para ficar perto da sua família. Com o dinheiro que economizou, Bradley encheu um caminhão com seus equipamentos musicais, comprados ao longo dos anos, para novamente tentar a sorte como músico. Fez várias apresentações em clubes locais como sósia de James Brown usando o apelido Black Velvet. Durante esse período, passou por maus bocados, inclusive quase morreu em um hospital depois de ter recebido uma injeção de penicilina (da qual é alérgico) e acordado com a chegada da polícia na cena do assassinato de seu irmão na rua da casa de sua mãe!

Black Velvet

Durante suas apresentações como Black Velvet foi descoberto pelo co-fundador da Daptone Records, consequentemente sendo apresentado à Tom Brennek, que o convidou para os ensaios de sua banda. Bradley disse pra banda ir tocando seus instrumentos enquanto simplesmente ia improvisando letras durante as músicas (manja quase nada!). Depois de Bradley escrever algumas músicas, a Daptone lançou algumas delas em vinil começando em 2002, dez foram escolhidas para o seu disco de estréia: No Time For Dreaming (2011). Foram por volta de 45 anos imitando James Brown, deixa ele mostrar o som DELE agora!

(Observação: Ah, a banda? The Menahan Street Band, grupo de funk/soul experimental do Brooklyn, com músicos de outras bandas como Antibalas, El Michels Affair, Sharon Jones & The Dap-Kings e da Budos Band, só nome pesado!)

“Todos nós viemos da vida dura das ruas. Então, vendo-os (se referindo a seus ídolos), aprendi a não perder a esperança, que um dia aquilo poderia acontecer comigo, que eu encontraria meu caminho. Demorou, mas finalmente aconteceu.”

Na primavera de 2012 foi lançado Soul of America, um documentário dirigido por Poull Brien, que conheceu Bradley quando dirigiu o videoclipe para a música “The World (Is Going Up In Flames)”. O filme conta a história de Bradley desde sua infância na Flórida, passando por seus dias de mendigo e seus shows como Black Velvet, o filme termina com sua primeira turnê e gravação do disco pela Daptone Records. O segundo disco de Bradley, Victim of Love, foi lançado em 2 de abril de 2013 ainda pela Daptone Records.

Trailer: Soul of America (2012)

The World (Is Going Up In Flames)

E ele fez show por aqui na Virada Cultural de 2012!

Depois de saberem da história desse cara, escutem um pouco para terem noção realmente do que estamos falando, ele se entrega, ele é apaixonado pra caralho, ele destrói, ele chora, ele dança:

Charles Bradley and The Menahan Street Band (Full Performance – Live on KEXP)

Charles Bradley and The Menahan Street Band – This Love Ain’t Big Enough (Live in Paris 07.2011)

Love Bug Blues

Obrigado Charles Bradley, pela persistência!

Postado por Fábio (Grilo)


Zé do Caixão (Coffin’ Joe) + Heavy Trash

Zé do Caixão (ou Coffin’ Joe como é conhecido lá fora) não teve tanto reconhecimento aqui no Brasil (a não ser em quadros de humor e/ou sátiras). José Mojica Marins, criador deste célebre personagem, desenvolveu um estilo próprio de filmar, que inicialmente desprezado pela crítica nacional, passou a ser reverenciado após seus filmes começarem a ser considerados cult no circuito internacional. Mojica é considerado como um dos inspiradores do Movimento Marginal no Brasil.

Zé do Caixão, personagem criado por Mojica em 1963, foi baseado numa figura de um pesadelo do cineasta. É um personagem amoral e niilista que se considera superior aos outros e os explora para atender a seus objetivos, é um descrente obsessivo, um personagem humano, que não crê em Deus ou no Diabo. O cruel e sádico agente funerário Zé do Caixão é temido e odiado pelos habitantes da cidade onde mora. O tema principal da saga do personagem é sua obsessão pela continuidade do sangue: Ele quer ser o pai da criança superior a partir da “mulher perfeita”. Sua ideia de uma mulher “perfeita” não é exatamente física, mas a de alguém que ele considera intelectualmente superior à média. Na busca por esta mulher ele está sempre disposto a matar quem cruza o seu caminho (tem gente que faz isso até pras que não são tão intelectuais assim…)

Em 2011 apareceu dentro de um caixão suspenso na Praça Júlio Prestes, abrindo o show do MISFITS na Virada Cultural (que foi FÓDA!), só que a galera começou a atirar latas de cerveja e garrafas de água… daí não deu muito certo e ele jogou uma praga na galera, claro!

 “Estão atirando coisa, me machucáro, quase que me cegaram os olhos, segura as pessoa, seus vândalo, malvados, bandido, (?), merece realmente para as profundezas do infeeeerrrrno” 

Enfim, já o Heavy Trash é uma banda de rock ‘n’ roll, rockabilly, blues, country e garage punk liderada pelos fodíferos Jon Spencer (frontman do incrível The Jon Spencer Blues Explosion) e Matt Verta-Ray (guitarrista do Speedball Baby). Com toda essa temática, os dois se juntaram em 2009 num show intimista da MTV, onde Jon Spencer contou de sua vontade em conhecer Zé do Caixão, e como isso foi realizado!

Música: You Can’t Win

Confira o show completo também, porque vale a pena!

Músicas: Justine Alright, (Matt Verta-Ray contando como criou a banda com Jon Spencer) Dark Hair’d Reider, Bumblee Bee

Músicas: Papo sobre influências, e a história da música a seguir – She Baby, (Jon Spencer conta a origem do nome Heavy Trash), Way Out

Postado por Fábio (Grilo)

 

 


Os três porquinhos (original)

A história de OS TRÊS PORQUINHOS tá todo mundo doente de saber, por curiosidade as primeiras edições do conto datam do século XVIII, porém imagina-se que a história seja muito mais antiga. O conto se tornou mais conhecido graças à versão em animação feita pela Disney em 1933, foi o filme que introduziu nome para eles – Cícero, Heitor e Homero (em português) ou Fifer Pig, Fiddler Pig e Edmund Pig (em inglês).

Particularmente, acredito que seja como um telefone sem fio, que de tantas vezes contada alguns detalhes se perdem, quando não a história é alterada abruptamente! Tá certo que existem muitas histórias sobre teorias da conspiração em cima de vários desenhos animados por aí, mas esta história vai ser a que vou contar pros meus filhos(as) porque é nessa que eu acredito que seja a verdadeira!

THREE LITTLE BOPS, desenho produzido pela Warner Bros (série Looney Tunes) em 1957 por  Friz Freleng (o dono da parada!). Conta esta história mergulhada no jazz, onde The Big Bad Wolf quer simplesmente fazer uma jam session com os porquinhos, porém suas qualidades musicais não são muito boas para tal, e os porquinhos não querem sua presença na banda.

Lembra do que falei sobre teoria da conspiração? Se ligou que o Lobo Mau não manjava nada de seu trompete (a não utilizá-lo pra assoprar e assoprar), e depois que morreu e foi ao inferno ele surpreendentemente aprendeu? Na letra da música é revelada que a explosão não enviou o lobo para o céu, mas até o inferno (“outro lugar”), onde sua forma de tocar trompete melhora, quando os porquinhos ouvem isso um deles responde orgulhosamente, “The Big Bad Wolf, he learned the rule: You gotta get hot to play real cool!”.

Significa que todos trompetistas são from hell?

Agora, tem a história alternativa também contada nesse som aqui pelo GREEN JELLY, e muita atenção pro final, quem aparece pra fazer uma surpresa pro inconveniente “Seu” Lobo.

 

Bom, decidi! Pros meus filhos irei contar as duas histórias!

Postado por Fábio (Grilo)

 


Keith Morris e OFF!

Esse final de semana (dias 16 e 17/11) foi coroado pelos dois primeiros show do OFF! no Brasil, iniciando sua turnê por aqui! E (óbvio) estivemos lá para acompanhar essa pedrada!

OFF! é uma banda punk criada em 2009 por Keith Morris (Circle Jerks/Black Flag), Dimitri Coats (Burning Brides), Steven Shane McDonald (Redd Kross) e Mario Rubalcaba (Rocket From the Crypt/Hot Snakes). O grupo surgiu a partir de composições que deveriam integrar um novo disco do Circle Jerks, produzido por Coats. Um desentendimento entre Morris e os outros membros da banda fez com que a produção do álbum fosse abortada, levando à formação do OFF!

Dia 16/11, noite agradável em SP, breja gelada, fila quilométrica (mas era só pressão, entrada de boa!), adentramos o recinto onde Keith Morris já colocou os pés em 2009 com o Circle Jerks, já esperando pela cacetada!

“Somos altos, barulhentos, rápidos, prepotentes e desafiadores. Tudo aquilo que os seus pais não gostam.” Keith Morris

Com abertura da banda Water Rats de Curitiba, que também abriu o show deles em sua terra natal, não conseguiram agitar tanto a galera que estava na pilha pelo OFF!

Keith Morris e Steven Shane McDonald

Keith Morris e Steven McDonald

Sem muita demora o OFF! já entra no palco mandando muitos sons um atrás do outro (tipo tudo!) o que para os ali presentes tornou-se um momento fóda! Rápido, pesado, agressivo, enérgico, gritado, porém com um Keith meio chato! Se liga no trecho que gravei do show, ele “puto” com um mano que embaçava pra dar mosh (~11min.), tendo que lhe ensinar em etapas: One, Two, Three!” Ou quando lhe pedi um simples “Say Hello” pra câmera (~31min.) olha o que ele me respondeu!

 Tá aí o recado pro nosso blog ESCUTO VINIL E BEBO CACHAÇA!

E a pedrada seguiu! Casa lotada, som fóda!

Em determinado momento do show uma pessoa da platéia levantou a capa de um disco do Black Flag, quando Keith disse: “Eu fiz essa banda com o meu melhor amigo do mundo, hoje ele é o maior cuzão do mundo”. E palmas da galera!

“O instinto dos músicos fala muito alto, a gente se entende no momento em que devemos fazer uma curva para a esquerda. Não estamos para brincadeira” Keith Morris

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Keith com seus 58 anos de idade destrói tudo de qualquer jeito! Já no dia seguinte (17/11) a casa estava menos cheia e começou mais cedo! Tempo já frio, ameaçando aquela chuva mas a breja ainda continuava gelada! A banda de abertura inicial, Cristo Bomba (RJ) foi substituída pelo Leptospirose (SP), surpreendendo a galera mas também sendo um ótimo show! (vide final do post).

Também sem demora, OFF! adentra o palco com Keith apresentando um por um e dando o primeiro indício de que ele estava chatão ainda, quando durante a apresentação dos integrantes ele reclamou da fumaça que era solta inicialmente no palco, pedindo encarecidamente: “No, no smoke! No smoke, please Mr. Special Effects Guy, no smoke please!” Mas na sequência já iniciaram o que fazem de melhor, rasgando só sonzêra uma atrás da outra!

Keith Morris diz que se apresentar com o OFF! afina seu sangue quando sobe ao palco.

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“Estou tocando com um novo grupo de caras e a combinação traz uma nova energia.” Keith Morris

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Dimitri Coats, Keith Morris, Mario Rubalcaba e Steven McDonald

Keith dessa vez reclamava do seu retorno, porém já dava mais risadas, estava mais raivoso nos ápices dos sons, citava o ator Robert De Niro como seu preferido bem como seus filmes, o porque do “King Kong Brigade”, e não permitindo que ninguém que estava ali vendo o show ao menos piscasse os olhos! Ao término do show ficou aquele sentimento de que foi pouco, que essa energia seria necessária mensalmente… nenhum show mais será a mesma coisa! Se você não foi, perdeu a oportunidade FÓDA de ver essa banda de perto, trocar uma idéia com eles depois do show, pegar autógrafos e tirar fotos, agora resta esperar que no próximo certeza que estaremos presentes também!!!

Sobre a substituição do Cristo Bomba pelo Leptospirose, em pesquisa pelo facebook do pessoal que colou, citaram diversos motivos… que o pessoal do Cristo Bomba quis colar no show de sábado de graça e a organização não deixou, eles achavam que tinham direito porque iriam tocar domingo, pesaram nos caras, que a mudança se deu à mesquinharia dos donos da casa, diz que polícia apareceu, encrenca desnecessária, o batera e outro cara foram presos e uma galera foi pra delegacia acompanhar, ENFIM! Mas não foi isso que impediu de mandarem um som, se liga neles tocando lá na rua, a música CROCODILA do RATOS DE PORÃO!

Botaram pra foder  mesmo do lado de fora, isso é PUNK!

D O  I T  Y O U R S E L F !

Postado por Fábio (Grilo) / Vinícius Cuesta


Lupicínio Rodrigues, criador da dor de cotovelo!

Você já sofreu na vida? Teve alguma desilusão seja qual for? Mesmo? Ahhhhh não igual a esse cara… seria comédia se não fosse trágico, vai na minha!

Esse cara aí é Lupicínio Rodrigues, 4º filho de 20 irmãos(ãs), compositor brasileiro famoso pelas músicas que expressam muito sentimento, principalmente a melancolia de um amor perdido (bad!). Criador do termo DOR DE COTOVELO, do ato de debruçar em um balcão de bar, chapar o globo, chorar com aquela dor na peita, e tudo mais. Lupicínio buscou em sua própria vida a inspiração para suas composições, onde a traição e o amor andavam sempre juntos!

Ouvindo um som pensando nela!

Nunca foi um bom aluno, o negócio dele era a boemia, tomar aquela gelada, cantar, batucar e paquerar! Foi emancipado para servir ao exército como voluntário, foi promovido a cabo e conheceu Inah, iniciando aí sua peregrinação amorosa, perdidamente apaixonado pela nobre senhorita esta tornou-se uma grande musa inspiradora de sua obra. Noivou durante 5 anos mas tudo acabou porque… uhmmm… ah, ele explica nesse vídeo:

E ainda compôs uma música pra mina! Depois de pisotear seu coração, ele é um cara apaixonado! Ele tá machucado nesse vídeo, ele não sorri, ele lembra dos momentos bons apesar de tudo, pqp!

Depois de Inah, Lupi (como era chamado desde pequeno) ficou envolvido por mais 5 anos com Mercedes, para quem também dedicou algumas músicas, com destaque pra essa:

Aqui ele já tá mais puto, romântico… mas puto!

Enfim, esse cara deve ter passado por tantas histórias que a gente nem sabe, mas o barato é imaginar isso nas suas letras, como por exemplo essas daqui:

“Ela disse-me assim, tenha pena de mim, vá embora! Vais me prejudicar, ele pode chegar, está na hora…”

“… fazer do meu peito uma caixa de ódio, como um coração que não quer perdoar…”

Boêmio profissional, teve várias casas noturnas e restaurantes. Na década de 70, graças à iniciativa da Abril Cultural que lançou um disco contendo músicas de Lupi com intérpretes da nova geração, como Paulinho da Viola, Gal Costa, Gilberto Gil, Elis Regina e Caetano Veloso, Lupicínio foi redescoberto. Em sua última entrevista, quando perguntado sobre o que estava achando do panorama musical brasileiro, se não se sentia meio deslocado, respondeu com uma ponta de amargura (ainda não havia sido redescoberto) e outra de orgulho: ‘Eu não tenho nada com o ambiente musical brasileiro. Eu não sou músico, não sou compositor, não sou cantor. Não sou nada. Eu sou um boêmio”.

Aquele tipo de cara que só queria reunir os amigos, compartilhar experiências e desabafar tomando uma breja!

Compôs também o hino do Grêmio (“até a pé nós iremos, para o que der e vier, mas o certo é que nós estaremos, com o Grêmio onde o Grêmio estiver…”), e seus biógrafos acreditam que ele foi um dos precursores da bossa nova.

É, enche seu copo de pinga aí e chama a gente!

Postado por Fábio (Grilo)

 


Chali2na na House Party!

Ontem na Quadra da Rosas de Ouro em São Paulo, rolou o 5º aniversário da HOUSE PARTY! E o ESCUTO VINIL, BEBO CACHAÇA estava presente!

Este ano com a presença fóda do monstro Chali2na, membro, fundador e dono do timbre de voz pesado do JURASSIC 5!

Chali2na!

Na pista DJ Jeff Bass quebrando tudo enquanto uma roda era formada pela rapaziada dançando break, que ficava cada vez maior conforme a galera chegava. Rolou até uma batalha que era  bem aplaudida pela galera! Grafite rolando da rapaziada DAVILA, e a casa enchendo! aLeda com uma kombi envelopada preta xavoza, com um globo de luz verde dentro e um telão que sai no teto (!!!) distribuindo CD do Mc Crespo e seda ouro e prata (que foi de bom grado aos presentes, mandaram bem!).

Cerveja DEVASSA ($5) e BUDWEISER ($10!) gelada, Catuaba e água no mesmo preço da DEVASSA, logo…

2h da madrugada começa o Mc Crespo, achei fraco… até com participação de parte da bateria da Rosas de Ouro, na sequência Kl Jay mandando só pedrada, mas sabe quando uma hora enjoa? Depois começa o grande Black Alien com participação do Bnegão, mandando os sons do seu primeiro CD (Babylon By Gus Vol. 1 – O ano do macaco) e alguns sons novos junto, Bnegão acompanhando seu mano e mandando também seus sons que funcionaram muito bem acompanhado do DJ, sem os Seletores de Frequência. Rolou Planet Hemp e ainda fechou o show com Yo Quiero Fumar do Cypress Hill! O microfone tava meio baixo, poderia estar melhor…

Mas a bola da vez é ele né, CHALI2NA!

 

Eu (suspeitaço pra falar algo dele) achei fóda! Soube levar a galera só mandando pedrada uma atrás da outra, tanto seus sons de carreira solo como do Jurassic 5, representando no melhor estilo!

 

Galera curtindo, uns chapando, sem bagunça!

Aumenta o volume aí e curte alguns sons dele!

 

 

(Fechou o show com um trecho desse clássico!)

 

Postado por Fábio (Grilo)

 


Public Enemy + Beastie Boys + Anthrax

O que acontece sonoramente se você pegar o Public Enemy, convidar o Beastie Boys e o Anthrax e fazer um som juntos? O resultado só pode ser algo extremamente foda, que você pode conferir nesse vídeo. Old but gold! Essa apresentação aconteceu em 2004 no evento anual Hip Hop Honors, que homenageia grandes nomes do hip hop. Curte ae e aumenta o som!

 

Postado por Bruno Fortunato (Brunold)