Arquivo do mês: abril 2014

Religiões excêntricas

Existem diversos tipos de religião no mundo, desde as mais eventualmente conhecidas até as mais excêntricas que você nunca imaginou na vida! Não estamos aqui para julgá-las, pois se cada uma delas, da forma que são, enchem o coração de seus fiéis de alegria, fé e esperança, cada um se torna completo do jeito que lhe convém, e isso é muito bom!

Como exemplo, das que achei mais exóticas:

1) A religião Jedi

O “Jedaísmo” é uma mistura do taoísmo e do budismo, e também incorpora elementos da cavalaria medieval. Não há nenhuma doutrina formal central, por isso é vagamente conhecido como o Código Jedi.

May the Force be with you, irmão!

Embora isso não seja confirmado, existe um boato de que os Jedi mais velhos obrigam membros que queiram aderir à religião a assistir a trilogia original de Star Wars 16 vezes seguidas (somente a primeira trilogia, pois os filmes mais recentes são considerados uma abominação). Isso pra aderir, imagina pro batismo hahaha, ainda não assisti as 16 vezes, mas estou na 4ª ou 5ª vez, sou um padawan!

2) Movimento do Príncipe Phillip

O príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth, é um deus no sul do Pacífico. A tribo Yaohnanen de Vanuatu acredita que o príncipe Philip é um ser divino, filho de um espírito da montanha que viajou pelos mares para um lugar distante, se casou com uma mulher poderosa, e retornará à sua terra um dia.

O movimento é um tipo de “culto a produtos”, onde as tribos se focam na obtenção de bens materiais trazidos das nações industrializadas, que vieram em grande quantidade na época da 2º Guerra, quando Vanuatu era uma espécie de aeroporto.

Na peita e no coração!

Quando a guerra terminou e as bases se fecharam, as entregas também terminaram. Então, o que os nativos fizeram? Criaram falsos aeroportos e equipamentos de rádio com cocos, na esperança de atrair mais entregas imitando o que tinham visto. Assim, quando o casal real fez uma visita oficial a Vanuatu em 1974 (levando presentes), a lenda do príncipe Philip cresceu ainda mais.

Caso você esteja se perguntando, sim, ele soube do gracejo, e decidiu mantê-lo! Eu faria o mesmo hahaha, fácil, tipo “mim fome, tragam-me comida!”

3) Igreja Maradoniana

Fundada em Rosário, na Argentina, em 1998, a Igreja Maradoniana já conta com em torno de cem mil seguidores. Tudo começou na madrugada de 30 de outubro daquele ano, quando dois amigos se encontraram: o jornalista Hernan Amez e seu amigo Hector Campomar. Um olhou para o outro e disse: “Feliz Natal!”, numa alusão ao aniversário de Maradona, o maior jogador de futebol argentino e para muitos, o melhor do mundo.

A religião tem o tetragrama sagrado, D10S, que mistura a palavra em espanhol para Deus (Dios) com o D de Diego e o 10 da sua camisa.

Essa brincadeira escarnecedora evoluiu para uma ideia que a dupla chamou de mágica. Convidaram outro amigo e fanático por Maradona, Alejandro Verón, e juntos resolveram fundar a Igreja Maradoniana. Desde então, para esses zombeteiros, o calendário passou a ser dividido em AM e DM, isto é, antes e depois de Maradona. Nesse caso, estamos hoje no ano 52 DM.

Todos os anos, desde 1998, os seguidores de Maradona festejam o seu Natal, a 30 de outubro, e o que chamam de Páscoa, a 22 de junho, numa referência ao gol que consideram milagroso contra a Inglaterra na Copa de 1986, quando o jogador driblou vários adversários. No mesmo jogo, o craque argentino fez um gol com a mão e respondeu aos jornalistas após a partida, cinicamente: “Gol com a mão? Foi a mão de Deus”.

No lugar onde os maradonianos se reúnem há um altar ao seu ídolo, onde os sacerdotes, com trajes similares aos dos padres católicos, acendem velas. Além disso, há uma bola “ensanguentada”, com uma coroa de espinhos. Numa entrevista ao jornal Lance!, o fundador do movimento afirmou que é possível ser católico e maradoniano, pois um é o deus do coração, e o outro da razão, numa demonstração de que não está brincando quando endeusa o ex-jogador. E concluiu: “Não queremos mudá-lo, o adoramos como ele é”.

Zombando do cristianismo e idolatrando Maradona, o maradonianismo conta com mais de 15% de brasileiros (?), entre eles alguns famosos como: Ronaldinho Gaúcho, Deco e o ex-jogador Careca (grande amigo de Maradona).

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É… AMÉM!

Postado por Fábio (Grilo)

 

 

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Here comes the story of the Hurricane!

Rubin “Hurricane” Carter foi um ex-boxeador peso médio no período entre 1961 e 1966, conhecido por travar uma longa disputa judicial ao ser preso injustamente por assassinato, faleceu no dia de hoje (20/04) aos 76 anos em sua casa, após uma luta contra o câncer de próstata.

“Quando eu entrei na prisão, recusei vestir aquelas roupas. Recusei comer aquela comida. Recusei o trabalho deles. e eu teria recusado respirar o ar da prisão se pudesse”.

Em 40 lutas como peso médio e favorito ao cinturão em 1966, ele conquistou 27 vitórias em uma promissora carreira que foi interrompida abruptamente aos 29 anos, quando foi preso injustamente. Hurricane e um amigo, John Artis, foram surpreendidos pela polícia quando andavam de carro, acusados por um assassinato de três pessoas em New Jersey. Duas testemunhas do homicídio no bar Lafayette Bar and Grill localizado na cidade de Paterson, confirmaram Hurricane e Artis como os autores do crime. Artis passou 15 anos na cadeia antes de obter sua liberdade, e Hurricane 19 anos até anulação da pena, ambos acusados pelo crime motivado por racismo.

“Eu nunca desisti. Não importa que eles me condenaram a três vidas na prisão. Eu não iria desistir. Só porque um júri de 12 pessoas desinformadas me consideraram culpado, eu não era culpado. E por isso eu me recusei a agir como uma pessoa culpada”, disse Carter, em uma entrevista em 2011.

Highlights Rubin “Hurricane” Carter

O episódio foi eternizado na música Hurricane, de Bob Dylan que inspirou-se a compor a canção em 1975,  depois de ler a autobiografia de Carter, The Sixteenth Round: From Number 1 Contender To  Number 45472.

Bob Dylan – Hurricane (1975)

Hurricane e Bob Dylan

Após uma campanha que contou com o apoio de estrelas como Bob DylanMuhammad Ali, Carter ganhou a liberdade em 1985 com a retirada do processo e a anulação da pena. Nos anos do julgamento, foram verificados diversas inconsistências nas acusações e controvérsias por parte da acusação, o juiz que cuidou do caso na época afirmou que conclusões sobre a prisão foram “com base no racismo e não na razão, assim como na ocultação da verdade”.

Quase trinta anos depois, em 1993, recebeu o Cinturão de Campeão de Peso Médio do Boxe, algo nunca concedido a um ex-lutador.

Em 1999, sua história ganhou as telas do cinema com um filme biográfico, “The Hurricane”, estrelado por Denzel Washington, retratando sua vida na prisão e como ele foi libertado pelo amor e compaixão de um fã adolescente do Brooklyn chamado Lesra Martin e sua família adotiva canadense.

The Hurricane – Trailer

Além do som do Dylan, e da trilha sonora a seguir, conta também com The Roots feat. Black Thought, Common, Mos Def, Dice Raw, Flo Brown e Jazzyfatnastees (isso tudo!) e Gil-Scott Heron!

Black Star – Little Brother

Ray Charles – Hard Times (No One Knows Better Than I)

Etta James & Sugar Pie DeSanto – In The Basement ( Part 1)

Após ser livre, Carter passou a lutar para ajudar pessoas que, assim como ele, foram condenados injustamente.

“Here comes the story of the Hurricane

The man the authorities came to blame

For somethin’ that he never done

Put in a prison cell, but one time he could-a been

The champion of the world”.

RIP Rubin “Hurricane” Carter 

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Postado por Fábio (Grilo)

 

 


Greyboy | The Greyboy Allstars

Greyboy foi um cara “descoberto” por um dos integrantes aqui do blog, em uma conversa e outra trocando sons do mesmo naipe! Instantaneamente virou um vício, e assim mesmo, de um jeito rápido!

Tem gente que não gosta (assim como pra qualquer outra coisa na vida), mas ultimamente estamos ouvindo tanto esse tipo de música, descobrindo a linguagem do som mesmo, do detalhe e da batida, pra ouvir na hora certa (que dependendo de cada um pode ser pra tomar uma breja, dirigindo de madrugada, pra relaxar, pra deixar rolando em uma festa com o pessoal conversando e fumando um cigarro ou outro, enfim…)

Greyboy

Greyboy é um DJ da Califa e seu estilo é acid jazz, hip hop, soul, funk, experimental e grooves daqueles que você nem imagina que existiam, tudo traduzido da melhor maneira possível! Pode ouvir porque é só pedrada!

Ruffneck Jazz

Who’s Gonna Be The Junkie?

Singles Party

Daí como se não bastasse, ele é co-fundador e homônimo do The Greyboy Allstars, formada quando cada um dos membros foram convidados por Greyboy para tocar em uma festa em um clube famoso por mandar só funk, daí como gostavam de tocar juntos e principalmente se divertiam com isso, decidiram continuar como uma banda. Trabalham mais o acid e soul jazz, hoje cada integrante tem seu projeto solo ou trabalha com outros artistas, e Greyboy não faz mais parte da banda mas ela mantêm firme seu nome e sabe como é… de vez em quando ele dá uma beliscada e mandam um som juntos.

The Greyboy Allstars

Se liga! Destaque pro clipe da música Still Waiting!

Still Waiting

Soul Dream

Tenor Man

CHILL OUT!

Postado por Fábio (Grilo)