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Conheça o trabalho do Artista Guilherme Callegari

Entrevistei em nome do blog nosso amigo e artista Guilherme Callegari para falar um pouco sobre seu trabalho. A Arte Contemporânea ganha cada vez mais espaço e grandes artistas surgem nos 4 cantos do mundo. Seu estilo é resultado de suas influências e sua criatividade é expressa nos seus trabalhos.

Another Point, 2013. 60 x 160 cm (políptico) Acrílica, nanquim e grafite sobre tela

Another Point, 2013. 60 x 160 cm (políptico) Acrílica, nanquim e grafite sobre tela

Eu particularmente enxergo em seu trabalho a Arte Urbana, Pixação, Grafite, Expressionismo Abstrato, Pop Art, Construtivismo, BadMotherfucker Art Style e Rock’n Roll. Sou fã do seu trampo e de sua arte, assim como o restante do pessoal aqui do blog. E ser amigo e fã já me faz tirar vantagem e pedir uma obra com um tema específico dentro de suas características e estilo de arte, que vai parar na sala da minha casa!

Quem é: Guilherme Callegari

Profissão: Artista Visual
Filmes: Na Natureza Selvagem e Filmefobia
Bandas: Portishead e Massive Attack
Cerveja: Stella Artois

Se você tivesse que definir seu estilo de arte, que estilo seria?
Guilherme: 
Hoje praticamente tudo o que é produzido é chamado de arte contemporânea… Acho que daqui uns anos vai existir um nome pra isso… Mas olhando lá atrás e pegando uma vanguarda que já existiu, posso ser classificado no Expressionismo Abstrato. Já me disseram que minha pintura tinha uma conversa com o Expressionismo Abstrato Alemão.

Quem são os artistas que inspiram seu trabalho?
Guilherme: Cy Twombly, Christopher Wool, Francis Bacon e Richard Serra.

CUDA 440, 2013. Acrílica, carvão e grafite sobre papelão. 67 x 100 cm

CUDA 440, 2013. Acrílica, carvão e grafite sobre papelão. 67 x 100 cm

Existe algum processo para você criar seus trabalhos? Geralmente como surgem as ideias?
Guilherme: 
Quando eu começo uma pintura nunca sei como ela vai ficar no final, por isso tenho que ficar sempre em contato com ela. O meu único e verdadeiro processo é estar em contato com a pintura TODOS OS DIAS. Não apenas pintar todos os dias, mas pensar nela, ficar olhando para ela, estar perto dela… Só assim ela vai me dizer qual é o próximo passo e o que preciso fazer para continuar pintando-a.

Rola um processo criativo em mais de um trabalho ao mesmo tempo? Ou é um relacionamento exclusivo, um trabalho de cada vez?
Guilherme: 
Sempre trabalho em duas ou três pinturas ao mesmo tempo. Já cheguei a trabalhar em cerca de cinco pinturas ao mesmo tempo. Isso é ótimo, é meio que necessário.

Quais materiais você utiliza para os seus trabalhos?
Guilherme: 
Tinta acrílica, óleo, esmalte sintético, carvão, giz oleoso e lápis.

Você trabalhava em agências e largou de vez. O que te motivou a largar e viver como artista visual?
Guilherme: 
Sim, trabalhei por um tempo e larguei de vez. O que me motivou não foi a história de que “trabalhar em agência é se matar, ou que é chato ou esses papos”, eu larguei pois simplesmente achei que se eu queria realmente ser um bom artista, um bom pintor, teria que me dedicar a arte 100%. Focar nas minhas pinturas e trabalhar paralelamente de assistente de outros artistas, mergulhar mesmo no mundo que eu quero seguir. Não faria sentido trabalhar o dia inteiro em um escritório, e esperar a noite ou o final de semana para focar na arte. Não vejo a arte como um hobby, eu a vejo como minha vida. Vejo como um compromisso.

Closer Cantou, 2012. Acrílica, tinta serigráfica, spray e giz sobre tela. 120 x 140 cm

Closer Cantou, 2012. Acrílica, tinta serigráfica, spray e giz sobre tela. 120 x 140 cm

Como funciona esse trampo de assistência a outros artistas?
Guilherme: 
É muito bom, mil vezes melhor do que fazer a melhor faculdade de artes do mundo. A vivência no ateliê, as correrias para finalizar os trabalhos que vão para as exposições, tudo isso contribui e muito para que eu seja um bom artista. A melhor parte é entrar no mundo de outros artistas e saber como eles pensam e como desenvolvem as ideias em cima dos trabalhos. Eu aprendo muito.

Você já pensou em levar sua arte pra rua alguma vez?
Guilherme: 
Já pintei algumas vezes na rua, uns bons anos atrás, mas hoje não pretendo levar, não gosto muito dessa ideia.

Rola algum tipo de preconceito por ser artista visual no Brasil?
Guilherme: 
Até hoje ninguém nunca me falou nada. Os tempos mudaram! Muitos anos atrás os artistas levavam fama de ter aquela vida boêmia. Mas hoje existe mercado para a arte. Novas galerias surgindo a cada segundo, feira de arte quase todo mês, colecionadores enfurecidos querendo comprar. Se você ficar parado, “vadiando” você não vai conseguir chegar onde quer. Picasso produziu mais de 50mil obras, então o segredo é trabalhar e não vadiar!

Você já pensou em criar em outras formas artísticas além da pintura?
Guilherme: 
Já, mas ainda não é a hora… Preciso desenvolver muito na pintura. E só depois pretendo pisar em outros terrenos.

Entorno, 2013. Acrílica, óleo, spray, giz oleoso, grafite sobre tela. 100 x 170 cm

Entorno, 2013. Acrílica, óleo, spray, giz oleoso, grafite sobre tela. 100 x 170 cm

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Postado por Bruno Fortunato (Brunold)

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