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Como gelar sua cerveja mais rápido!

Nesses dias de calor, com sensação térmica from hell, você louco pra sair do trabalho, chegar em casa e tomar aquela gelada! Ou independente se estiver calor, se você quiser ouvir um som, assistir algum jogo, trocar uma ideia… sabe aquele primeiro gole de secar o copo? Aquela laceada pra mais breja que virá? Aquela que você toma e diz: PUTA QUE PARIU, QUE DELÍCIA!

Pois bem, isso se você é um cara prevenido e já deixou algumas gelando em casa… certo? CEEEEEEERRTO! Você bate o olho (eles brilham), a cerveja olha pra você e BANG! Você merece!!! Trabalhou pra caralho, missão cumprida por hoje, ou meu time vai ganhar nessa porra olê olê olá!

Mas e a frustração de lembrar que você NÃO TEM breja gelada? (fuck!) A vontade é um bagulho triste! Ou ainda naquele churrasco, a necessidade de gelar ela depressa, mais breja chegando, tudo quente (isso quando não tem gente trazendo cerveja ruim quente, e tomando as boas geladas… dispensa comentários.)

Aqui temos algumas maneiras de gelar a sua breja mais rápido! Se você pesquisar, todas prometem fazer isso em tempos estipulados (de 1 à 15 ou 20 minutos…), mas desencana porque isso depende de muita coisa! Então paciência que ela vai gelar mais depressa do que se estivesse no freezer e já era!

PRIMEIRO: Com gelo, álcool e sal (ou só sal, ou só álcool)

Forre o fundo com gelo, disponha a cerveja e mais gelo pra cima! Alguns misturam separadamente tipo meio quilo de sal com meia jarra de água (mistura concentrada) e jogam por cima, depois mais ou menos a mesma quantidade de álcool; mas se você jogar tudo lá em cima do gelo dá certo também! Nota: Sal grosso é melhor!

Por que?

O ponto de congelamento da água é muito próximo a 0°C, quando você adiciona sal ou álcool na água esta se torna uma solução e esta temperatura reduz, podendo baixar para algo em torno de -8 à -10°C (isto devido às propriedades desta solução). Já se perguntou porque a vodka não congela? O freezer não atinge a temperatura mínima necessária! Ou já pensou no combustível usado em carros em países que nevam, se o tanque congelar? Pra isso são usados aditivos que reduzem a temperatura necessária para o congelamento, o princípio é o mesmo!

SEGUNDO: Com extintor de incêndio de CO²

Aponte e aperte o gatilho! CO², dióxido de carbono (nome popular: gelo seco), solidificado ao ser resfriado a uma temperatura inferior a -78°C. É um gás mais denso que o ar, pressurizado em estado líquido, ao ser utilizado é expelido em forma de gás. O bagulho é gelado! Só presta atenção quando for utilizar, você pode facilmente congelar a cerveja (como no vídeo abaixo), e tenho certeza que você não quer isso…

Vai lá, espertão!

Por que?

O gás ao ser expelido sofre um aumento rápido de volume, de modo a não trocar calor com o ambiente, tendo consequentemente uma diminuição de temperatura. Nota: É extintor de CO², e não de pó químico, quer morrer?

TERCEIRO: Com nitrogênio líquido

Coloque as cervejas em um recipiente e despeje o nitrogênio líquido! Acabou!

Por que?

Essa parada tem a temperatura de -196°C, quando em contato com outra superfície ele inicia uma troca de calor, “roubando” e consequentemente diminuindo a temperatura de outro corpo. Só que, se com CO² você já poderia congelar facilmente a cerveja, neste então… é 1 minuto e tira logo! Nota: Não toque o nitrogênio, você pode sofrer graves queimaduras (é gelo mas queima!)

QUARTO: Com papel toalha molhado

Enrole a cerveja no papel toalha, molhe e coloque-as no freezer.

Por que?

O papel por ser fino e estar molhado, congela facilmente! Oferecendo uma ótima superfície de contato com a cerveja, gelando mais depressa! Simples né?

É isso, agora pode gelar sua breja, descansar depois de um dia longo de trabalho, ouvir aquele som ou assistir aquele jogo! Ou contar isso pros amigos no próximo churrasco!

Postado por Fábio (Grilo)


Lupicínio Rodrigues, criador da dor de cotovelo!

Você já sofreu na vida? Teve alguma desilusão seja qual for? Mesmo? Ahhhhh não igual a esse cara… seria comédia se não fosse trágico, vai na minha!

Esse cara aí é Lupicínio Rodrigues, 4º filho de 20 irmãos(ãs), compositor brasileiro famoso pelas músicas que expressam muito sentimento, principalmente a melancolia de um amor perdido (bad!). Criador do termo DOR DE COTOVELO, do ato de debruçar em um balcão de bar, chapar o globo, chorar com aquela dor na peita, e tudo mais. Lupicínio buscou em sua própria vida a inspiração para suas composições, onde a traição e o amor andavam sempre juntos!

Ouvindo um som pensando nela!

Nunca foi um bom aluno, o negócio dele era a boemia, tomar aquela gelada, cantar, batucar e paquerar! Foi emancipado para servir ao exército como voluntário, foi promovido a cabo e conheceu Inah, iniciando aí sua peregrinação amorosa, perdidamente apaixonado pela nobre senhorita esta tornou-se uma grande musa inspiradora de sua obra. Noivou durante 5 anos mas tudo acabou porque… uhmmm… ah, ele explica nesse vídeo:

E ainda compôs uma música pra mina! Depois de pisotear seu coração, ele é um cara apaixonado! Ele tá machucado nesse vídeo, ele não sorri, ele lembra dos momentos bons apesar de tudo, pqp!

Depois de Inah, Lupi (como era chamado desde pequeno) ficou envolvido por mais 5 anos com Mercedes, para quem também dedicou algumas músicas, com destaque pra essa:

Aqui ele já tá mais puto, romântico… mas puto!

Enfim, esse cara deve ter passado por tantas histórias que a gente nem sabe, mas o barato é imaginar isso nas suas letras, como por exemplo essas daqui:

“Ela disse-me assim, tenha pena de mim, vá embora! Vais me prejudicar, ele pode chegar, está na hora…”

“… fazer do meu peito uma caixa de ódio, como um coração que não quer perdoar…”

Boêmio profissional, teve várias casas noturnas e restaurantes. Na década de 70, graças à iniciativa da Abril Cultural que lançou um disco contendo músicas de Lupi com intérpretes da nova geração, como Paulinho da Viola, Gal Costa, Gilberto Gil, Elis Regina e Caetano Veloso, Lupicínio foi redescoberto. Em sua última entrevista, quando perguntado sobre o que estava achando do panorama musical brasileiro, se não se sentia meio deslocado, respondeu com uma ponta de amargura (ainda não havia sido redescoberto) e outra de orgulho: ‘Eu não tenho nada com o ambiente musical brasileiro. Eu não sou músico, não sou compositor, não sou cantor. Não sou nada. Eu sou um boêmio”.

Aquele tipo de cara que só queria reunir os amigos, compartilhar experiências e desabafar tomando uma breja!

Compôs também o hino do Grêmio (“até a pé nós iremos, para o que der e vier, mas o certo é que nós estaremos, com o Grêmio onde o Grêmio estiver…”), e seus biógrafos acreditam que ele foi um dos precursores da bossa nova.

É, enche seu copo de pinga aí e chama a gente!

Postado por Fábio (Grilo)